(No capítulo anterior, Alanis se envolveu com uma dominatrix pela internet. Esperava apenas uma brincadeira virtual sacana, mas a situação começava a sair de seu controle. Naquele exato momento, estava com as pernas abertas, diante da cam, com a porta da casa destrancada, aguardando a chegada de uma pessoa estranha.)
Quando ouviu o som da porta sendo aberta, Alanis deu um pulo. Tirou os dedos que mantinham a boceta aberta, fechou as pernas e levantou-se disposta a acabar com a brincadeira.
Deu de cara com um dos homens mais bonitos que já visto na vida. Alto, quase magro, com uma musculatura que se adivinhava firme sob as roupas elegantes, o estranho sorria para ela como quem estivesse diante da mulher mais desejável do mundo.
Antes que se desse conta do que estava acontecendo, o estranho se aproximou. Uma língua firme e máscula, com um ligeiro sabor de cerveja, penetrou sua boca enquanto lábios cheios a prendiam numa estonteante sucção. Existia um tempero irresistível naquele beijo, e se chamava desejo. A boca do estranho era a tradução carnal de um buraco negro, o espaço astronômico capaz de puxar para si qualquer corpo que estivesse dentro de sua área de atração.
Mais do que um beijo, aquela era a mais diabólica mordaça que os deuses do desejo conseguiram inventar. Por isso, Alanis foi incapaz de reclamar quando o estranho puxou o bico dos seus seios para fora do sutiã com dois firmes beliscões. Tampouco reagiu quando, sem desgrudar a boca da sua, foi empurrando-a de volta à cadeira até que ela estivesse novamente sentada diante da cam.
Quando a boca do estranho a abanou, Alanis deu de cara com o rosto da Dome Su. E não parecia nada satisfeito.
- Quem mandou você se levantar?
- …
- Fiz uma pergunta, não fiz?
Alanis surpreendeu-se consigo própria ao dizer:
- Desculpe. Eu não devia ter feito isso.
Dome Su suspirou, enfastiada.
- Alanis, ninguém obrigou você a estar aqui. E detesto que me façam de idiota. Você assinou um contrato, está lembrada?
- Estou.
- Sim, senhora – Dome Su escandiu bem as sílabas.
- Sim, senhora.
- E lembra-se do que você assinalou como práticas permitidas ou desejáveis?
Alanis não tinha mais tanta certeza. Hesitou alguns segundos. Pensou em dizer que queria romper o contrato. Mas sentiu a respiração quente do rapaz em sua orelha, sussurrando: “Você quer mesmo me mandar embora?”
Não. Isso ela não queria. Como negar que queria chupar de novo aquela língua tão firme e viril? Como dizer que não desejava aquele pau duríssimo que se revelava sob a calça branca?
O rapaz continuou deslizando a boca por sua orelha, pescoço e colo, raspando a barba feita pela manhã e deixando lufadas de ar fervente em sua pele, enquanto ela respondia.
- Sim, senhora.
- O que você dizia que estava disposta a fazer naquele contrato? Incomoda-se em repetir para mim? – Dome Su sibilou do outro lado do computador.
Agora, o estranho beliscava e torcia os bicos de seus seios de uma maneira enlouquecedora e Alanis não queria lembrar-se de mais nada. Mas ele deu um apertão mais firme e falou com firmeza:
- Responda a sua senhora.
Alanis tentou recordar-se.
- Marquei xis em exibição forçada, masturbação pública, filmagem, controle do orgasmo, espéculo vaginal …
Estava perturbada demais para lembrar. E agora, depois de ter bolinado seus seios, o estranho começava a concentrar sua atenção em sua boceta, embora suas pernas ainda permanecessem fechadas.
- … cera quente, imobilização leve, plug anal em particular e sob as roupas em público, sexo forçado com estranhos, orgasmo público, dor (leve), homossexualismo e heterossexualismo forçado …
Não conseguia lembrar-se de tudo. O site oferecia um catálogo tão detalhado que parecia mais um cardápio de um restaurante enlouquecido. Nem conseguia recordar-se de todas as opções existentes.
- Desculpe senhora, mas eu estava bêbada quando preenchi o formulário. Não consigo lembrar-me de tudo.
A voz de Dome Su era sarcástica.
- Mas eu me lembro muito bem. Não só me lembro como tenho o documento aqui – ela disse, sacudindo no ar uma folha de papel.
Dome sorriu. O Estranho mergulhou os dedos entre as pernas de Alanis. E, naquele momento, Alanis acreditou que, mesmo bêbada, não teria sido louca a ponto de colocar a própria segurança em risco.
Abriu as pernas para que o Estanho pudesse manuseá-la sem restrições. E ajeitou a luz para Dome Su filmar e fotografar o que quisesse e da maneira como bem entendesse.
* * * *
Para decepção de Alanis, a sessão de fotos não durou muito. Mal o Estanho lhe mordeu o bico dos seios, Dome Su fotografou e passou para a pose seguinte. Mandou que Alanis tirasse o pau duríssimo que se desenhava sob a calça branca do Estranho com a boca enquanto ela filmava.
Foi complicado. O perfume das virilhas do homem a desconcentrava. E o calor. O pau era tão quente que dava para sentir a febre atravessando o tecido da calça. O metal da fivela do cinto, do botão da calça e do zíper machucava a boca de Alanis e fazia seus dentes doerem. Mas nem assim ela parou.
Embora demorasse mais do que Domme Su poderia tolerar, em menos de três minutos conseguiu libertar um belo caralho jovem, que se ergueu no ar como um falcão em busca de sua presa. Já se preparava para devorá-lo quando ouviu a voz desagradável da mulher do outro lado do vídeo.
- Agora, vire de perfil e abra bem a boca.
- …
- Eu disse para abrir bem! – ela insistiu. Só ficou satisfeita quando Alanis começou a temer pela segurança de seus maxilares. – Agora, bote a língua para fora.
Mal Alanis ficou na posição que lhe foi ordenada, sentiu que a mão do Estranho puxava seus cabelos e forçava sua cabeça para trás. Logo, o pau duro do homem pousou sobre sua língua como um falcão pousaria sobre seu território: com as garras.
Queria fechar a boca em torno daquele caralho delicioso e chupá-lo com todo o tesão que estava sentindo. Mas Domme Su não parava de disparar ordens. Vire o rosto mais para a direita. Enfie o pau mais fundo. Pingue uma gota de porra na língua dela e se afaste até formar um fio. Meta o pau inteiro: os olhos dela ainda não estão lacrimejando.
O Estranho obedecia. Para espanto de Alanis, ele não parecia guiado pelo próprio desejo. Se tinha uma coisa que ela conhecia bem era o tesão dos homens. E o saco que comprimia seu queixo já estava muito mais contraído do que um homem suportaria sem gozar. Se todos os seus ex-namorados não estivessem mentindo, aquela noz devia estar doendo.
De repente, pareceu que Dome tinha mudado de ideia.
- Já viu como se faz? – perguntou a Alanis.
- …
- Pode responder.
Não era por respeito que Alanis permanecia calada. Ela não tinha mesmo ideia do que deveria fazer. Ao que parecia, deveria ter visto alguma coisa importante.
- Não é educado deixar sua senhora esperando por uma resposta.
- Desculpe, senhora, mas estou confusa. Não sei o que espera que eu faça – gaguejou Alanis com os cabelos ainda firmemente seguros pela mão do Estranho.
Subitamente, o Estranho puxou sua cabeça para trás com mais firmeza e seu seio direito foi atingido por um tapa forte. Apesar do susto, Alanis conseguiu não contrair o corpo. De alguma maneira já intuía que aquilo ia acontecer.
- Já sabe o que responder? – apesar da voz seca, dava para perceber que Dome se divertia. E, de algum modo, aquilo deixou Alanis aliviada. O problema é que realmente não sabia o que dizer.
Seu silêncio foi marcado por outro tapa.
- Sabe ou não sabe como se faz?
Alanis pensou em protestar. Tinha dito que suportaria dor leve, mas aquilo ia além do que imaginava. De acordo com a combinação, ela era livre para desistir na hora que quisesse. Podia simplesmente dizer, muito bem, senhores, até agora foi tudo muito divertido, mas não estou mais gostando da brincadeira. Ficamos por aqui. Foi um prazer conhecê-los.
Então, desligaria o computador e levaria o Estranho até a porta. E ele sairia sem nem mesmo olhar para trás.
Ali estava o problema. Não queria que o homem fosse embora. Queria que ele a beijasse, como fez na hora em que entrou no apartamento, que a olhasse com aquela expressão apaixonada, que chupasse sua boceta com a mesma ênfase com que tinha beijado sua boca e que trepassem uma noite inteira.
Foi despertada de seu devaneio por um terceiro tapa no seio direito, que agora ardia e doía de verdade.
Atordoada, buscou apoio no rosto do Estranho. Ele continuava a olhá-la em absoluto embevecimento. Agora, mais do que na hora em que entrara no apartamento, parecia que ele estava diante da mulher mais bonita e desejável do mundo.
Então, segundo uma lógica recém-nascida, que só naquele momento se apresentava a Alanis, a dor do tabefe equivaleu a um beijo. Um beijo tão profundo que fez com que a boceta de Anais se abrisse sozinha, como se movida por uma força que vinha de dentro para fora, um tesão de bicho, uma vitalidade que brotava do fundo de suas entranhas.
Naquele momento, não importava mais se havia dor, se havia uma Dome enlouquecida do outro lado da tela. Tudo o que ela queria era submergir sob a paixão do Estranho.
Por isso, quando a Dome voltou a perguntar se ela tinha aprendido alguma coisa (que ela nem sequer imaginava o que fosse), respondeu que sim. Não era mentira. Tinha aprendido, de fato, algo importante a respeito de si própria. Portanto, foi com toda segurança que Alanis respondeu:
- Sim, senhora.
Agora, estava pronta para obedecer ao cardápio de perversões que, irresponsavelmente, preenchera numa noite bêbada.
Agora, estava novamente embriagada. Não de álcool, como da primeira vez. Mas de seus desejos mais obscuros.