Café da Manhã

 

Quando me virei na cama tive o desconforto de um raio de sol incidir sobre meus olhos, que pena, ainda dormiria um pouco mais. No entanto, já que estava acordada espreguicei na cama, feito uma gata manhosa. Braços, ombros, pernas, dedinhos de mãos e pés, tudo bem esticado. Que cama gostosa, eu pensei, enquanto sentia o edredom quentinho sobre mim. Que delícia.

Foi então que eu despreocupadamente te vi ali, dormindo sobre o tapete no chão, nu, usando apenas a coleira e a guia. Com a cabeça pousada em meus chinelos e o rosto com a expressão mais serena do mundo, podia perceber quase um sorriso. Devia estar sonhando bobagens, pensei.

Por um momento observei meu menino tão forte e frágil ali dormindo. Um menino grande, que só mesmo dormindo contém um pouco a agitação do dia a dia. Meu menino hiper-ativo, que só amarrado ou dormindo fica parado. Tão carinhoso e admirado, tão insolente e necessitado de disciplina e correção. Tão ele e tão meu.

Sento na cama e com a ponta do pé traço um caminho pela sua face, forçando o dedão em sua boca que imediatamente sorri percebendo meu gracejo. Olhos nos olhos e retribuo o sorriso: “Bom dia amor!”.

Sento-me à beira da cama e te cato pela guia, dando o comando: “De quatro meu cachorrinho, meu pezinho está carente e necessita de atenção. Lambe agora!”.

Você obedece sorrindo. De quatro se abaixa até meu pé e aos poucos vai lambendo, beijando, chupando, mordiscando. Enquanto eventualmente levanta o olhar em busca da minha reação. Sabe que me excita a tua insolência, teu olhar de desafio. Faz parte do jogo, ação e reação. Com suas mãos e boca vai subindo por entre as minhas pernas e eu vou deixando, aceitando o carinho, te deixando confiante. Puxo a guia e te conduzo, te ponho de joelhos diante de mim. Com a guia justa te acaricio a face, te beijo os olhos fechados, o nariz, a boca. Um beijo profundo, urgente, erótico, intenso. Um beijo que acende e toma conta, que te excita. Te olho entre as pernas e percebo a ereção. Com as mãos você tateia o meu corpo por sobre a camisola de seda e com as pontas dos dedos, acaricia os meus mamilos rijos.

Neste momento pela guia te puxo e afasto. Ao mesmo tempo em que olhando em seus olhos te estalo um tapa na face: “Quem mandou você colocar estas patas sujas em mim?!” Teu olhar faísca aturdido, surpreso e excitado. Abaixa o olhar e diz baixinho: “Sim Senhora”. Tal atitude me excita de tal forma que sinto umedecer entre minhas pernas. Mais uma vez ajusto a guia e olhando em teus olhos pergunto: “O que disse? Não ouvi direito.”, estalando em seguida um outro tapa em sua face. “Sim Senhora”, você diz então mais forte e veemente. E eu então concluo: “Agora sim!”, e te puxo pra cama.

Posiciono-te de joelhos diante de mim, enquanto confortavelmente me recosto nos travesseiros entreabrindo as pernas. Pouso os pés em teu ombro forte e pela guia te puxo para preto de mim, me excita te excitar, te deixar ansioso e desejoso de mim. Afasto-te, com os pés de dou um tapa na face. É tudo leve, deliciosamente lúdico, com o olhar te Domino com a carinha mais safada. Você é meu brinquedinho. Com os dedos dos pés te acaricio entre as pernas, meus dedos gelados que encontram teu sexo quente, latejante. Começo um ousado vai e vem nele e exijo que você continue imóvel. Tua respiração ofega, e então paro, não quero o teu orgasmo. Quero o meu prazer.

Com as pernas abertas eu me acaricio, molhando os meus dedos em mim. Ajoelho-me à tua frente e aproximo os dedos to teu nariz, da tua boca que instintivamente se entreabre esperando pelo meu sabor, mas eu apenas sorrio. Atiça-me ainda mais te atiçar.

Eu então introduzo meus dedos novamente dessa vez mais profundamente em mim. Rebolando, tirando-os completamente molhados do meu suco e lambuzo a sua face. Te olho entre as pernas e vejo teu sexo latejar. Repito o gesto, meus dedos a excitar-me. E então, com a mesma mão que estava em mim te masturbo levemente, ainda não desejo o teu orgasmo, mas é delicioso te excitar. Libero o teu líquido quente, lubrificante, misturo teu suco no meu. E então à sua frente, com o rosto a dez centímetros do seu, abocanho meus dedos com desejo e vontade, repleto dos nossos sabores. Sabores que eu faço questão de fundir em seguida num beijo quente e apaixonado.

Encosto o meu corpo no teu, procuro teu ouvido e digo baixinho: “Quero agora que me beije, me abrace, acarinhe. Quero sentir tuas mãos e lábios em mim. Meu corpo é teu templo, necessita ser venerado. Mata a tua sede nele, bebe o meu suco. Ele é teu elixir da longa vida. Vem inteiro e vem sem medo, em tua boca quero saciar a minha sede de prazer.” E dizendo isso vou afrouxando a guia e recostando meu corpo na cama.

Com as mãos você então me acarinha delicado, como quem tem uma relíquia nas mãos. É tão delicioso o teu toque. Afasta-me os cabelos da face e com os lábios me beija e acende.

Dessa vez é você que me desvenda. Beija-me os olhos, o nariz, a boca, abocanha meus mamilos delicadamente, beija-os, suga-os com desejo. Com as mãos me toca os pêlos, entreabre minhas pernas e me masturba com delicadeza, como se fosse eu mesma. Desce a boca pelo meu corpo e passa direto pelo meu sexo, desce pelas coxas e pernas, chegando a meus pés. Sempre observando as minhas reações, minha respiração. Adorando meus pés, sabe exatamente como me excitar, onde mordiscar, se detém na curva interna da minha sola, me levando quase ao orgasmo.

Sobe então com a boca pelas minhas pernas, pela parte interna das coxas e quando chega a meu sexo, vem ansioso, mas extremamente delicado. Busco o teu olhar, como é lindo te ver ali, como é delicioso te ter ali. Sentir teus lábios, tua língua, tua boca a me sugar, excitar. É como se teu lugar fosse ali, entre as minhas pernas. Percebendo minha reação, buscando a intensidade certa, a carícia exata. Bebendo meu suco e ao mesmo tempo saciando o meu prazer.

Quando o orgasmo vem é delicioso, é uma pequena morte, se pudesse morria ali, de prazer, com a tua boca em mim. Prendo-te entre as minhas pernas, mantendo por um tempinho mais a tua boca ali em mim, só pelo meu prazer.

Em êxtase vejo o teu olhar feliz, satisfeito. E sorrindo te chamo: “Vem e me abraça um pouquinho.” E você vem. Beijo-te a boca. Tua boca que tem gosto de mim. E sinto teu sexo rijo quando se encosta-se em meu corpo.

Maliciosamente eu te acaricio. Você sorri e ensaio uma masturbação. Ele lateja em minha mão, está quente e cada vez mais duro. É então que eu o aperto firme e forte, logo abaixo da glande, que parece inchada de tanto tesão. Uma técnica para retardar o gozo.

Você grita e retrai o corpo, eu solto uma gargalhada sapeca, sinto-o amolecer e então te acarinho beijando teu rosto e dizendo: “Coitadinho, doeu amor? Que Senhora malvada que te tem. Malvada e cheia de fome. Bem que você podia levantar agora e preparar meu café da manhã, não é mesmo?”.

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About Beattrice

Em outubro de 2003 nascia Beattrice, a ID literaticamente erótica da moça que escreve, mas somente em maio de 2004, nascia a escritora de contos eróticos. Onde começa a fantasia e termina a realidade – ou vice versa – ninguém soube, sabe, ou saberá, mas… Quem se importa?!

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