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RAPIDINHA

13 mai

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Pratos empilhados na bagunça da pia, tuas mãos que tateiam, tua boca que quer comer. Almoço servido. Mordida, beijo, mãos que apertam e puxam, rasgam a roupa, afoitas. Sobem e descem, arranham. Boca que suga, morde, me bebe…

Fome. Meu gosto escorre pelo canto do teu lábio. Tua mão pela cintura, desliza e impetuosa me puxa. Teu olho no meu quase ordena: “vem!”
Língua que lambe, que prova e lembra o gosto que ficou guardado junto com o cheiro d’uma camisa no fundo do armário. Língua que desce e prova o gosto doce-azedo do meu seio. Um pouco de sal no meio da pressa, biquini arrancado, língua deslizando pelas pernas. Arrepio.

Peito forte que aquece, acolhe. Braços de aço que apertam, pêlos que arranham e descem pelo baixo ventre, machucam com gosto. Excitam.

Molhada, minha língua desliza… chupa, bebe teu leite.
E
ntras… quente, duro.
Põe fim a essa saudade, põe fogo entre minhas pernas.

(foto: Oleg Kosircv)

PONTO G (você acredita nisso?)

10 fev

Acho que estes caras estão por fora. Tem muita mulher que já descobriu o seu e sabe tirar o melhor proveito. Estou falando do famigerado e perseguido (por algumas) ponto G…  Já outras, não precisaram perseguir.

O causo que vou contar ouvi há alguns dias, numa noite de pré-carnaval, aqui em Salvador. Estávamos 4 mulheres, altas horas da madugrada, conversando sobre homens, sexo e afins, tomando umas e esperando a banda do Habeas passar, quando de repente apareceu um cara (muito gostoso, diga-se de passagem) conhecido de alguma, acompanhado por uma pós-adolescente meio inssossa. O carinha parou, conversou conosco e saiu com a namoradinha dizendo que voltava. Depois disso, uma das mulheres que o conhecia resolveu contar um segredinho prá gente.

O segredinho? Vou contar agora prá vocês. Os nomes são fictícios, mas a história é, segundo nossa amiga, totalmente real.


Faziam uns 7 anos que Rosa e Ricardo se conheceram, numa noite que nem aquela, esperando a banda do Habeas passar. Amigo do seu irmão, Ricardo era um gatinho lindo, mais novo que ela, alto, com um par fuzilante de olhos azuis. Ela foi fuzilada. Depois do tiro ela contratacou com um beijo roubado que o pegou de surpresa. Ricardo, no entanto, fez da surpresa uma oportunidade e em segundos estavam grudados, num amasso caliente numa daquelas ruas lotadas de butecos, latas espalhadas pelo chão e aroma de churrasquinho de gato… Eles, embriagados de tesão, nem percebiam a confusão do entorno, os interesses eram bem outros.

A química foi imediata, afinidade total de corpos e mentes, bocas e olhos, coxas e pélvis.

Ricardo convenceu-a, sem muito esforço, a irem a um lugar mais calmo e cheiroso. Rosa fez charminho que durou pouco. Andaram, trocando línguas pelo caminho, até o carro de Ricardo, que não era tão bonito quanto ele, mas Rosa nem ligou, o câmbio do dono era obediente e não estava em ponto morto.

Até o motel foi um pulo. Chegaram apressados tirando a roupa pelo caminho… Não conseguiram ir nas preliminares por muito tempo, o tesão explodia, imperioso. Ricardo era muito gostoso, tinha um calibre de pau um pouco maior que a medida de Rosa. Quando ele entrou impetuosamente, louco de tesão, ela já estava inundada e com pouquíssimas estocadas já gozava de uma forma intensa, espasmos fortes e incontroláveis, seguidos por um jato, como uma ejaculação que molhou Ricardo e o lençol. Rosa já havia gozado assim uma única vez, mas com um homem com quem tinha bastante intimidade, Ricardo era um estranho, não conhecia seu corpo nem seus pontos fracos. Deram a segunda e novamente outra gozada idêntica, forte, intensa e com outra ejaculação. Ricardo tentava manter a naturalidade mas parecia não entender o que acontecia, tiveram de trocar os lençóis.

Rosa começou a ficar meio paranóica,  mal conhecia o cara. Será que achava que era xixi? Lençóis trocados, mais uma e mais alagamento. Tiveram que pedir lençóis na recepção, Rosa não aguentou e soltou explicações “olha, nunca me aconteceu isto tantas vezes seguidas, mas tenho certeza que não é xixi”, Ricardo ria, beijava sua boca, amassava seus peitos, ia descendo a língua pelo baixo ventre, lambendo aquela xota estranhamente deliciosa… Mesmo sem entender parecia estar gostando e queria ver aquela xota lava-jato em ação novamente. Não deu outra, já iam  pela quarta ou quinta da noite e mais uma cascata de gôzo. Exaustos largaram-se sobre a cama ao lado de um montinho de lençóis encharcados. Prá que procurar explicações, foi uma noite extraordinária… Ele, de incendiário; ela, de bombeiro.

Que experiência invejável, pensávamos; quando inesperadamente Ricardo reapareceu, de mãos dadas com a namoradinha (completamente muda), assim que Rosa terminava de contar o causo. De repente ficamos todas sem graça, não conseguíamos olhar umas para as outras, uma vontade rir. Ricardo conversava e a gente pensava na noite de alagamento no motel. Será que ele pensava na mesma coisa?
Rosa contou que nunca mais saíram depois daquela noite, ele foi muito gentil ao telefone quando se falaram, contou que tinha namorada e preferia parar por ali. Mil especulações passaram pela sua cabeça. Será que aqueles orgasmos  inundantes o assustaram, afinal ele era um garotão?

Mesmo Rosa, que na época era quase balzaquiana, ficou meio pirada e acabou visitando seu ginecologista que afirmou categoricamente que ela gozara com estimulação do ponto G.

Naquela noite, ficamos de água na boca desejando um PAU como o do Ricardo… desses que têm a chave do ponto G e sabem levar  a mulherada num passeio eletrizante pela via láctea com direito a cometas, pulsares e profusão de estrelas cadentes .
Infelizmente, voltamos sozinhas para casa. Mas com uma certeza, o ponto G existe!! Alguém duvida?

ORGASMO, que bicho é esse?

24 abr

A B. do AVS fez um pedido irrecusável, por isto o tom de depoimento deste post.

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Ter um orgasmo. É nisto que você pensa quando vai para a cama? Se for, acho que existe uma grande possibilidade de frustração, pois a ansiedade com certeza vai atrapalhar e tornar, uma das coisas mais gostosas do mundo, um tormento.
Minha primeira vez foi sem orgasmo. Andava curiosa sobre como seria uma trepada, principalmente a penetração, já que os namoricos eram recheados de amassos e bolinações. O namoradinho era um rapaz franzino, apressadinho e pouco experiente, tinha o pau pequenino e tudo isso levou a uma transa meio insossa, no meu ponto de vista atual, mas sem dores e sem orgasmo
(risos). Curiosidade saciada e ansiedade a postos. Também comecei a desejar ardentemente um orgasmo, mas ele demorou a vir, principalmente pela absurda expectativa com que eu tratava do assunto.

Sempre gostei de me masturbar e adorava explorar meu corpo. Lembro que a primeira vez que gozei na vida nem sabia do que se tratava, tinha uns 12 anos, morava no interior e ainda era completamente criança. Estava literalmente trepada sobre o muro lá de casa, como se montada num cavalo e chupava uma laranja, quando de repente comecei a sentir um prazer enorme com aquilo tudo. O ato de chupar a fruta junto com a pressão que o muro fazia contra a púbis me fizeram sentir uma dor forte misturada com umas pulsações que quase me fizeram cair do muro. Achei aquilo uma maravilha, mas nem imaginava o que seria. Mesmo na ignorância, resolvi repetir outras vezes e descobri depois de algumas tentativas, que pressionando uma coxa na outra sentia a mesma dorzinha gostosa (risos) e daí não parei mais. Então quando transei a primeira vez, muito tempo depois já sabia como ter um orgasmo e nem por isto fui bem sucedida.

Entretanto, hoje pensando sobre o assunto, acho que nas minhas primeiras vezes faltou entrosamento, intimidade, descontração e coragem. Pois um dos fatores imprescindíveis para chegar lá é relaxar, não ter vergonha de ser safada e dizer para o namoradon tudo (tudo mesmo) que a gente gosta sem falsos pudores. No meu caso vergonha  e ansiedade atrapalharam durante muito tempo. Enquanto na cama com o namorado eu não conseguia gozar nunquinha, sozinha, ao contrário, sempre tinha orgasmos deliciosos.

Enfim, relaxar é fundamental, e repito que é preciso desencanar do objetivo de ter um a qualquer custo. Foi assim que me aconteceu o primeiro e com certeza não foi com aquele cara apressadinho que me tirou a virgindade. Aconteceu depois de muito tempo, com um cara por quem eu sentia um tesão dos diabos, tinha muita intimidade e principalmente porque não tinha mais nenhum pudor de pedir e fazer tudo que queria.
Estava sentada sobre ele, absurdamente excitada, parecia uma cavalgada, só que nos abraçávamos com força e nos beijávamos, quando de repente veio aquele gôzo fortíssimo, delicioso. Me senti derretendo, foi um dos momentos mais sensacionais da minha vida, e posso garantir que naquele instante não estava pensando se ia conseguir gozar ou não, estava apenas entregue ao que acontecia, saboreando cada sensação.

Outro segredo é se entregar ao ato e ao momento. Umas preliminares bem calientes e prolongadas, curtir toques e carícias, o durante, e tirar da cabeça que existe algum objetivo naquilo tudo. Na verdade o nosso objetivo é o prazer e ele pode acontecer de diversas formas, então peça e faça tudo que tiver vontade. No meu caso por exemplo, gosto demais de sexo oral (vulgo boquete), quando me entrego ao ato esqueço o resto, é um prazer tão grande que posso ficar sem orgasmo. Verdade! Mas geralmente ocorre o contrário,  pois depois do boquete o tesão de ambos aumenta e o orgasmo é uma mera consequência. Mas, mesmo assim, algumas vezes gozei apenas fazendo um e isso me faz pensar que essa minha tara por boquete deve ter alguma ligação com o primeiro orgasmo da minha vida lá em cima do muro chupando uma fruta (risos).

MARGINAL

19 jan

ligados

Geralmente às sextas-feiras prolongavam o encontro além da troca furtiva de olhares.
Ele demorava a ir embora, era a senha.
Ela demorava-se também.
Pedia carona, outra senha.

No caminho, tomava a direção, mais uma senha, a da mais pura safadeza que se instalaria bem ali sobre o banco do carro. Vagavam embriagados de tesão, infringindo as leis do bom senso (mas, para que bom senso?), literalmente a caminho da felicidade.
Ela: sem pudores.
Sem calças: Ele.

Boca e falo… Leite, mel e delícias.
Noite de delírios, de uma louca atração, de um gozo enlouquecedor e diabólico que os fazia vítimas indefesas de si mesmos, de uma paixão negada e d’um tesão consentido.

A FALTA QUE ELA TE FAZ

9 set

A noite caiu  pesada e  para acompanhá-lo  Théo tinha apenas cigarros e a última dose de whisky chegando ao fim. Tomado de uma saudade de tudo que havia passado, sentida nas minúncias de cada lembrança, entre as horas que escorriam inexoravelmente pelas paredes daquele quarto frio. Seus olhos esquadrinhavam cada centímetro daquele lugar, numa busca dolorosa e vã.

Silvia havia partido sem que ele pudesse evitar e ao seu lado sobre a cama, ainda seu cheiro impregnava os lençóis, suas roupas, suas mãos e seu corpo, numa invasão não permitida. Sobre os travesseiros vislumbrava claramente seus cabelos em desalinho e seus olhos, que surgiam por entre o brilho castanho dos fios, devorando os dele, que fechavam-se momentaneamente para saborear melhor aquela visão.

Silvia estava nua sobre a cama, seu corpo moreno e quente, a boca entreaberta, mamilos eriçados, pernas dobradas e cruzadas deixando entrever os lábios gulosos daquela xota apertados um contra o outro… uma visão convidativa. De repente ele se vê sobre ela, seus olhos, mãos e bocas misturando-se.

Théo sente o pau crescendo entre as mãos que começam a deslizar avidamente, comandadas por um desejo incontido.

Ela senta-se sobre ele, encaixa-se e murmura provocações, rebola sobre sua pélvis que arde e pulsa, enquanto ele sente aquele corpo suave e aveludado entre seus dedos. Vai apertando-lhe os seios, deslizando as mãos da cintura até a bunda, como se comandasse o movimento daquele quadril que ondula, subindo e descendo sobre seu pau.

Suas mãos continuam, envolvem e pressionam mais e mais o pau que lateja e deseja apenas ela.

Silvia deita-se sobre ele, lambe sua boca enquanto desliza e vai encostando-se ao lado dele. Agora morde seus ombros, roçando levemente aquela bunda macia, quase fria, enquanto ela se encosta, esfregando-se mais, mais, mais… Cada vez mais duro, aperta Silvia contra si e vai beliscando seus mamilos, mordendo-lhe as costas, enquanto descontroladamente vai invadindo aquela bunda que acolhe seu pau num misto de calor e pressão fortíssimos. Ela geme quase chorando e aquele som o deixa mais louco e faminto.

Suas mãos adquirem um ritmo mais vigoroso e rápido, Théo é tomado por ondas de prazer, como o prenúncio da erupção. Enche as mãos de saliva e punheta suavemente apenas a cabecinha, imaginando a boca de Silvia onde elas se encontram agora.

Seu corpo desliza sobre o dela, adquire seu ritmo, ela volta o rosto para ele, seus olhos assim semi-cerrados, na mais louca expressão de tesão o deixam ainda mais tarado. Silvia se agita, contorcendo-se e ondulando seu corpo num ritmo alucinante, engolindo e apertando o pau entre as nádegas. O ritmo aumenta, tudo ferve, arde e num segundo eles explodem entre espasmos e gemidos, numa louca e furiosa fusão.

Théo, completamente ofegante, abre os olhos lentamente, vê o copo vazio e o travesseiro intocado ao seu lado, seu corpo ferve e em suas mãos úmidas e trêmulas ainda resistem saudade e impossibilidade.

( foto: Ricardo Giordano )

SOZINHA MINHA

15 ago

Você na cabeça, febre nas mãos.

( foto colhida DAQUI )

Porque hoje é o DIA DO ORGASMO

31 jul

Deslizo suavemente sobre seu ventre, brinco com a língua sobre a pele, mãos descendo pelo peito enquanto minha boca chega ávida ao seu sexo. Seguro-o, sinto seu pulsar viril enquanto deslizo a língua da base para a ponta até envolvê-lo inteiramente com os lábios, pressionando levemente…

Você suspira descontrolado, olhos cerrados, mexe-se contra mim, posso sentir seu corpo inteiro pulsando, vibrando… Suas mãos puxam-me, meu ventre encaixa-se ao seu. Suor, mãos e pêlos misturam-se numa urgente procura, suas mãos apertam meu quadril enquanto penetras aos poucos, preenchendo-me lentamente, apropriando-se de mim.

Cavalgo, as vezes docemente, outras descontroladamente, sua língua toma minha boca, gemidos  e gostos misturados. Olhos vidrados dentro do outro, você se encontra ali e eu dentro dos seus. Nos pertencemos. Temos consciência de fazer o amor de forma diversa das outras vezes; mais volúpia, mais intensidade, mais entrega, mais tesão, mais, mais, mais…

Minhas mãos pelo seu corpo, descargas elétricas. Nosso encontro, uma tempestade de raios. Despejamos faíscas. Sinto-lhe tão profundamente unido a mim, uma fusão perfeita, parecemos flutuar num espaço distante, unicamente nosso. Seus fluxos de prazer junto aos meus, com se repentinamente fôssemos céu e mar fundindo-se no infinito… Ofereço-me inteira a você nesse instante interminável.

O êxtase chega e nos toma, alçamos vôo juntos. Como é bom voar!

[ Prá quem quer  VER E OUVIR ]   :)

COMER A URBAN

17 abr

PD fazendo meu jogo dá Ibope, rs… ontem isto aqui bombou!

PD, fica aqui então esta fantasia em homenagem ao 8º desejo…

Na rua, escura e deserta, nós andávamos a poucos metros um do outro, podia ouvir  os passos pesados do desconhecido atrás de mim, marcados como um trote. Adiantei o passo na tentativa de livrar-me do assédio, mas eles aumentaram o ritmo também.
Logo sinto o soprar de um fôlego agitado em minha nuca e uma mão quente e áspera que invade minha saia. Arrepio e penso no pior, as mãos sobem e chegam ao meu pescoço e daí para a boca, tapando-a. Estou paralisada pela ordem que recebo: “Quieta!”.
Sou puxada para um beco próximo, onde luto em vão para soltar-me, mas entrego os pontos ao sentir a ponta fria e agressiva de uma lãmina e outra não tão fria entre minhas coxas. Mãos apressadas levantam meu vestido. Empurrada contra a parede suja, em questão de minutos com a faca apontada para meu pescoço, sinto aquele pau invadindo-me à força, me rasgando, enquanto uma voz grave e rouca me xinga,  uma mão pesada me puxa os cabelos e uma boca ávida me morde os ombros.

Sinto uma excitação que cresce sem que eu consinta, meu vestido sendo rasgado, mãos rudes tomando meus seios, amassando-os com furia, arranhando minha pele. Espasmos vão crescendo e tomando-me com luxúria, ondas de calor sobem pela minha pélvis. A voz berra, sinto o gôzo quente me inundando e aquela respiração ofegante, próxima ao meu ouvido, como um relinchar. Num súbito de raiva e tesão, gozo sem controle.
Depois de tudo, tento soltar-me, mas ouço novamente a voz rouca que diz, entre beijos e lambidas sobre a pele do meu pescoço: “Calma Urban, não fuja, não agora…”  Me surpreendo ao ouvir meu nome, viro-me desconfiada e para minha surpresa, vejo você à minha frente.

(foto: Stefan Gesell)

O JARDINEIRO

1 mar

Olhar para o alto e ver seus olhos, um misto de verde e mel, olhando para ela… aqueles cabelos rebeldes e a barba por fazer. Era assim que geralmente acontecia quando ainda de madrugada, enquanto regava as plantas, ele aparecia de surpresa fazendo cócegas na sua cintura nua. Imediatamente seus peitinhos se eriçavam e em sua boca se anunciava um gosto de fruta roubada no pé. Beto afastava seus cabelos, que desciam pelas costas e beijava delicadamente aquele pescoço alvo onde um fino caminho de pelinhos descia em direção às costas. Júlia virava-se para enfim admirar aquela visão monumental, aquele homem alto feito uma muralha medieval, era o mais puro deleite aquela visão. Fitava embevecida o tórax forte  que quase tocava seu nariz e daí subia pela covinha do queixo, indo pela boca até encontrar os olhos que tinham uma expressão rude e ao mesmo tempo acolhedora… Sua boca salivava.

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As mãos de Júlia estavam sujas de terra, mas ela sabia o quanto Beto gostava de ser tocado assim, então se abraçava a ele desenhando sobre sua pele caminhos de terra, deixando-o semelhante a um homem das cavernas. Ah, ela adorava aquele clima selvagem, aquele jardim secreto, a pequena mata, o cheiro da terra, o frescor da madrugada e o calor que repentinamente tomava seu corpo quando as mãos de Beto puxavam-na firmes ao seu encontro, enquanto ela se pendurava literalmente ao seu pescoço. Seu cheiro de homem, seus pêlos, seus músculos retesados que respondiam ao esforço de tê-la ali já encaixada em sua pélvis com as pernas que envolviam seu quadril e cruzavam-se nas suas costas.

Júlia se enroscava a ele, beijava seu pescoço e sua boca alternadamente, esfregava o púbis ao dele, sentia o vigor do seu pau que já pulsava querendo-a. Mas Beto sabia que Júlia gostava do passeio e enquanto se agarravam, saía andando pelo jardim com ela pendurada nos seus ombros, encaixada, ardendo ao encontro dele e exalando aquele cheiro de fêmea que despertava apetites adormecidos.

Mais adiante o flamboyant florido era um convite. Beto encostou as costas de Júlia ao tronco e começou a roçar seu corpo contra o dela, Júlia o apertava mais e mais entre suas coxas, olho parado no dele, boca entreaberta que pede, pernas abertas num convite molhado… Corpos suados, as mãos dele segurando seu rosto, a expressão de luxúria nos olhos, a língua gulosa que invadia sua boca anunciando outra invasão que se fazia logo ali mais abaixo…
Firme, quente, dura, explosiva.

(Foto: Sergey Demidov)

TROFÉU

2 set

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Paulo entra no carro e sorri, eles se olham e mais uma vez ela vê aquele homem ao seu lado, seus olhos pretos profundos, seu sorriso reticente, seu cheiro forte de macho transbordando virilidade e seu desejo pulsando nas veias salientes dos braços. Seus olhos descem até suas pernas, parte que mais gosta de olhar quando ele senta-se ao seu lado. O jeans, naquela posição, ajusta-se perfeitamente às pernas e marca sutilmente sua musculatura disparando uma sensação que deixa os hormônios de Luíza em alerta. Olhos nos joelhos, calça rasgada, visão que sempre lhe causa um louco tesão e ela percebe que ali, logo abaixo das saias, entre as pernas, tudo inunda e pisca descontroladamente.

Silenciosa admiração, língua deslizando sobre os lábios. Paulo, sem perceber ainda o desejo tórrido que se apodera de Luíza, reclama da falta do seu beijo. Neste momento um código se estabelece, param o carro e agarram-se descontrolados, cheios de saudade e desejo. Ela sabe o que ele quer e ele já imagina o que vai acontecer… Paulo abre o cinto, e sob o tecido da cueca seu pau já pulsa completamente duro. As mãos de Luíza deslizam de leve sobre o tecido e apertam aquele volume indecente, enquanto beija sua boca, chupando-lhe a língua com sofreguidão e escorregando os lábios pelo seu pescoço.

Adora chupá-lo. Como um imã, aquele pau atrai sua boca e língua ao seu encontro… Seu cheiro, sua textura, seu gosto. Luíza gosta de sentí-lo superar cada ereção, ser mais robusto e mais duro a cada chupada, crescer e endurecer mais e mais dentro da sua boca, a cada pressão mais intensa dos seus lábios e a cada carícia mais ousada da sua língua molhada.

É o seu troféu. Vê-lo rijo, pulsando e brilhando diante dos seus olhos hipnotizados. Uma visão que vai aumentando seu tesão e faz o gôzo insinuar-se mais e mais a cada momento, num crescente incontrolável, que vai lhe tomando da boca, descendo pelo pescoço, indo aos seios, endurecendo os mamilos como algo que fervilha. Vai arrepiando-lhe a barriga, incendiando sua pélvis, fazendo-a ondular e derreter entre os dedos grossos e ousados de Paulo que enfiam-se ávidos dentro dela…  Seus dedos, sua língua, os dedos de Paulo, seu pau pulsando e derretendo-se  sobre seus lábios que saboreiam cada gota deliciosa daquele prazer.

(foto colhida daqui)