Acho que estes caras estão por fora. Tem muita mulher que já descobriu o seu e sabe tirar o melhor proveito. Estou falando do famigerado e perseguido (por algumas) ponto G… Já outras, não precisaram perseguir.
O causo que vou contar ouvi há alguns dias, numa noite de pré-carnaval, aqui em Salvador. Estávamos 4 mulheres, altas horas da madugrada, conversando sobre homens, sexo e afins, tomando umas e esperando a banda do Habeas passar, quando de repente apareceu um cara (muito gostoso, diga-se de passagem) conhecido de alguma, acompanhado por uma pós-adolescente meio inssossa. O carinha parou, conversou conosco e saiu com a namoradinha dizendo que voltava. Depois disso, uma das mulheres que o conhecia resolveu contar um segredinho prá gente.
O segredinho? Vou contar agora prá vocês. Os nomes são fictÃcios, mas a história é, segundo nossa amiga, totalmente real.

Faziam uns 7 anos que Rosa e Ricardo se conheceram, numa noite que nem aquela, esperando a banda do Habeas passar. Amigo do seu irmão, Ricardo era um gatinho lindo, mais novo que ela, alto, com um par fuzilante de olhos azuis. Ela foi fuzilada. Depois do tiro ela contratacou com um beijo roubado que o pegou de surpresa. Ricardo, no entanto, fez da surpresa uma oportunidade e em segundos estavam grudados, num amasso caliente numa daquelas ruas lotadas de butecos, latas espalhadas pelo chão e aroma de churrasquinho de gato… Eles, embriagados de tesão, nem percebiam a confusão do entorno, os interesses eram bem outros.
A quÃmica foi imediata, afinidade total de corpos e mentes, bocas e olhos, coxas e pélvis.
Ricardo convenceu-a, sem muito esforço, a irem a um lugar mais calmo e cheiroso. Rosa fez charminho que durou pouco. Andaram, trocando lÃnguas pelo caminho, até o carro de Ricardo, que não era tão bonito quanto ele, mas Rosa nem ligou, o câmbio do dono era obediente e não estava em ponto morto.
Até o motel foi um pulo. Chegaram apressados tirando a roupa pelo caminho… Não conseguiram ir nas preliminares por muito tempo, o tesão explodia, imperioso. Ricardo era muito gostoso, tinha um calibre de pau um pouco maior que a medida de Rosa. Quando ele entrou impetuosamente, louco de tesão, ela já estava inundada e com pouquÃssimas estocadas já gozava de uma forma intensa, espasmos fortes e incontroláveis, seguidos por um jato, como uma ejaculação que molhou Ricardo e o lençol. Rosa já havia gozado assim uma única vez, mas com um homem com quem tinha bastante intimidade, Ricardo era um estranho, não conhecia seu corpo nem seus pontos fracos. Deram a segunda e novamente outra gozada idêntica, forte, intensa e com outra ejaculação. Ricardo tentava manter a naturalidade mas parecia não entender o que acontecia, tiveram de trocar os lençóis.
Rosa começou a ficar meio paranóica, mal conhecia o cara. Será que achava que era xixi? Lençóis trocados, mais uma e mais alagamento. Tiveram que pedir lençóis na recepção, Rosa não aguentou e soltou explicações “olha, nunca me aconteceu isto tantas vezes seguidas, mas tenho certeza que não é xixi”, Ricardo ria, beijava sua boca, amassava seus peitos, ia descendo a lÃngua pelo baixo ventre, lambendo aquela xota estranhamente deliciosa… Mesmo sem entender parecia estar gostando e queria ver aquela xota lava-jato em ação novamente. Não deu outra, já iam pela quarta ou quinta da noite e mais uma cascata de gôzo. Exaustos largaram-se sobre a cama ao lado de um montinho de lençóis encharcados. Prá que procurar explicações, foi uma noite extraordinária… Ele, de incendiário; ela, de bombeiro.
Que experiência invejável, pensávamos; quando inesperadamente Ricardo reapareceu, de mãos dadas com a namoradinha (completamente muda), assim que Rosa terminava de contar o causo. De repente ficamos todas sem graça, não conseguÃamos olhar umas para as outras, uma vontade rir. Ricardo conversava e a gente pensava na noite de alagamento no motel. Será que ele pensava na mesma coisa?
Rosa contou que nunca mais saÃram depois daquela noite, ele foi muito gentil ao telefone quando se falaram, contou que tinha namorada e preferia parar por ali. Mil especulações passaram pela sua cabeça. Será que aqueles orgasmos inundantes o assustaram, afinal ele era um garotão?
Mesmo Rosa, que na época era quase balzaquiana, ficou meio pirada e acabou visitando seu ginecologista que afirmou categoricamente que ela gozara com estimulação do ponto G.
Naquela noite, ficamos de água na boca desejando um PAU como o do Ricardo… desses que têm a chave do ponto G e sabem levar a mulherada num passeio eletrizante pela via láctea com direito a cometas, pulsares e profusão de estrelas cadentes .
Infelizmente, voltamos sozinhas para casa. Mas com uma certeza, o ponto G existe!! Alguém duvida?