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RAPIDINHA

13 mai

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Pratos empilhados na bagunça da pia, tuas mãos que tateiam, tua boca que quer comer. Almoço servido. Mordida, beijo, mãos que apertam e puxam, rasgam a roupa, afoitas. Sobem e descem, arranham. Boca que suga, morde, me bebe…

Fome. Meu gosto escorre pelo canto do teu lábio. Tua mão pela cintura, desliza e impetuosa me puxa. Teu olho no meu quase ordena: “vem!”
Língua que lambe, que prova e lembra o gosto que ficou guardado junto com o cheiro d’uma camisa no fundo do armário. Língua que desce e prova o gosto doce-azedo do meu seio. Um pouco de sal no meio da pressa, biquini arrancado, língua deslizando pelas pernas. Arrepio.

Peito forte que aquece, acolhe. Braços de aço que apertam, pêlos que arranham e descem pelo baixo ventre, machucam com gosto. Excitam.

Molhada, minha língua desliza… chupa, bebe teu leite.
E
ntras… quente, duro.
Põe fim a essa saudade, põe fogo entre minhas pernas.

(foto: Oleg Kosircv)

SERVIÇO DE QUARTO

16 out

A farda estava muito curta e justinha… mas era mesma esta a intenção. Mediu-se de cima a baixo diante do espelho e saiu rebolando pelo corredor de serviço.

Natália estava hospedada no mesmo Resort que ele - não sabia seu nome ainda - mas sabia de cor quais os músculos que contraíam-se quando ia pela quadra gramada lançando-se numa louca correria em direção à bola. Um Adônis… Ah como ela queria ser aquela bola perseguida por ele assim transpirando, cheio de energia! Corpo naturalmente esculpido, a pele tinha uma cor saudável, um tom moreno bronzeado, cabelos pretos bem aparados, mas um tanto rebeldes, braços fortes na medida certa, pernas irretocáveis… huumm e um sorriso discreto meio cínico. Era um misto de simpatia e puro sabor, daqueles de tentação.

Observava-o todo dia, bem cedinho quando ia andar e ele jogava bola, desta rotina veio aquela fome, não uma qualquer, do tipo que deveria ser saciada de forma inusitada, fantasia acalentada há tempos. Pensando nisto desenvolveu uma simpática amizade com a camareira, desta forma conseguindo uniforme e chaves emprestadas.

 

 

 

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Lógico que camareiras entravam em serviço depois que os hóspedes saíam dos quartos, hoje entretanto a rotina ia ser abandonada. O hóspede evidentemente iria gostar da variação, disto ela tinha certeza. Depois da corrida matinal, Natália em seu suposto uniforme de camareira dirigiu-se ao quarto de Guilherme, agora já sabia seu nome e em alguns minutos saberia muito mais.

Abriu a porta silenciosamente, o som da ducha tomava o quarto, roupas e tênis espalhados pelo chão no caminho do banheiro. Começou a arrumação, normalmente, ignorando o som do chuveiro. Varreu, espanou, agora era a hora da cama, trouxe os lençóis e cronometrou a hora de abaixar-se para prendê-los sob o colchão, bumbum apontado para a porta do banheiro… Quando Guilherme sai, toalha nas mãos enxugando os cabelos, nem acredita na visão diante dos seus olhos. Vira-se assustada, mão na boca abafando um gritinho de susto – que atriz!

- desculpe senhor… -  olhando aquele pau lindo e voltando a abaixar-se para terminar o serviço – já estou quase de saída.

Guilherme não diz palavra, paralisado diante da farda curtinha que mal escondia as formas sinuosas da garota, coxas grossas e parte do bumbum semi-coberto por uma minúscula calcinha.
Natália olhava-o disfarçadamente já percebendo a excitação logo ali entre as pernas dele. Vai em direção ao carrinho e propositadamente derruba um recipiente sobre o chão, o líquido se espalha, ela põe-se de quatro de costas para ele, bumbum empinadinho, fingindo nervosismo.

- oh meu Deus, me desculpe… não vai demorar nada senhor - enquanto enxugava o chão imprimindo o mesmo ritmo dos braços aos quadris, que iam de um lado pro outro.

O banho parecia perdido, Guilherme transpirava e tentando aparentar naturalidade envolve-se na toalha, afasta o carrinho, apanhando o frasco, enquanto ela ergue-se muito próxima a ele, seios roçando seu tórax, olhar envergonhado, fingindo limpar as mãos dele que sujaram-se de detergente. A proximidade entre os dois aumenta fazendo com que Natália sinta o leve roçar do pau sob a toalha em sua direção. Pede desculpas mais uma vez e vira-se fingindo ir embora, arrumando o carrinho.
Instantes de silêncio.
Ele dirige-se ao banheiro, falando de lá.

- gostei da sua eficiência, tem algo aqui no banheiro que precisa ser limpo, você pode vir aqui?

- claro senhor – ela ouve o chuveiro sendo aberto.

Já dentro do box, ensaboando a virilha, ele a convida para entrar e lhe entrega o sabonete.

Natália ri por dentro, todo o trabalho que desejava naquele momento estava diante dela. Olhando-o entre cílios, tomou o sabonete em suas mãos, enquanto ele lhe arrancava o vestidinho e ela pensava “mãos à obra, garota!” 

(imagem: arteemfoto.com.br)

XOTA

7 set

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Receptáculo amoroso, insaciável
Ninho de volúpia, secreta, provocadora
Ela se abre, acolhe, aperta
Seja quente, molhada, faminta… ou saciada
Nela se imprime a fome, o gosto, o caos, a luxúria
Assim feito um reflexo do teu desejo manifesto

[ foto:  Robert Houben - daqui ]

ACORDANDO

26 abr

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Cortinas entreabertas, bagunça na cama, pernas entrelaçadas, sua mão pesada descendo pelo baixo ventre me arrepia.

Sua boca num caminho inverso, sobe entre os seios, pausa sobre os mamilos que instantâneos tornam-se durinhos e salientes. Minha boca ri e geme, o peito arfa enquanto a sua, ávida, segue pelo pescoço, alvo de mordidas que me arrepiam a nuca.

Os pelos curtos da sua barba arranham meu queixo. Festa pelo meu corpo. Sua boca amassa a minha e aquela mão que ia descendo, chega lá onde tudo já inundou, verdadeiro alagamento que briga com o incêndio de suas mãos. Eu navego nas nossas águas, seu mastro é duro feito aço,  impetuoso e apressado.
As línguas provam sabores matutinos, as mãos eriçam pelos e peles, que suadas, brilham e exalam um aroma de tesão.

Você abre caminho no calor estreito da minha vulva, desliza num ritmo apressado e sensual, murmura ousadias no meu ouvido.
Amassa… Aperta… Morde… Afaga… Maltrata…
O caminho do gôzo é tortuoso e torturante.
Ouço seu berro juntinho ao meu ouvido enquanto te aperto entre meus lábios, gulosos, grandes.  Começou o dia!

( imagem: www.forthebooks.tumblr.com )

LUA DE FEL

13 abr

Um dos meus filmes prediletos, esta estória picante e perversa, recheada de paixão, sexo, amor, ódio, tesão, vício, desejo, obsessão, desprezo… Tudo assim misturado como aconteceria com qualquer casal que se permitisse penetrar nas fronteiras proibidas da paixão e abusasse delas.

Como o próprio nome diz, encontre o lado amargo do amor, mas antes experimente intensamente a doçura patológica da paixão e o calor abrasante do sexo.
Mimi 
(Emmanuelle Seigner) e Oscar (Peter Coyote) vivem neste filme uma experiência complexa, intensa, contraditória e crua. Um filme sensual, denso, marcante e imperdível.
Experimente um pouco…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=7oPm3AyIakQ]

Título Original:  Bitter Moon (1992)     |     Produção: França & Inglaterra
Direção: Roman Polanski                          |                   Trilha sonora: Vangelis

CAMUFLADO

7 abr

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Fervia a festa e o desejo em nós ainda camuflado tentava esgueirar-se e libertar-se do domínio daquele longo silêncio. Um olho curioso não muito longe, fazia de tudo para projetar seu brilho cada vez mais perto. Em mim queria se perder e procurava a mesma curiosidade nos meus que tudo viam e nada denunciavam.

O desejo, como erva daninha que cresce sem pedir licença, vai tomando tudo de maneira invasora que incomodava e ao mesmo tempo tinha um quê de beleza, tinha sim… A admiração explícita naqueles olhos oblíquos que espreitavam no silêncio tinham o dom de fazer-me parecer nua, percorriam meu corpo como se queimassem a pele, cada centímetro ia sendo devorado pelo fogo, como numa queimada floresta adentro, fora de controle, e eu imaginava o que os dedos, as mãos, os olhos, a pele na pele fariam quando ultrapassassem o tênue limite da imaginação. Desejo feito pólvora. Explosão.

Disfarces e máscaras sendo dispensadas à medida que as doses de vodka, sem controle, iam sendo deglutidas. Você falava. Minunciosamente lhe dissecava, sem ouvir sua voz, imaginava o gosto da sua boca. Gesticulando, você desenhava coisas no ar, enquanto eu criava a sensação do seu toque pesado e quente entre as minhas pernas. Doida de desejo que pulsa, parece gritar e precipita-se sem controle algum, fui extraindo o seu aos poucos até fazê-lo levar-me dali.

Primeira vez.
No seu olho, pousada estava, uma vontade louca de calar minha boca com a sua. Cobiça. Olho parado no meu, arregalado. Língua que lambe a minha de leve, quase tortura. Quase em minha bunda, sua mão é rude, grande, pesada, áspera. Molho. Me enrosco e feito sambambaia trepo em você. Minha cabeça roda, a pastilha rosa na parede do box toca minha boca enquanto seu corpo cobre o meu e me empurra. Corpos que brilham, deslizam, derretem, misturam-se e exalam um cheiro indecente.
Sexo, enfim… Vontade de parar o tempo.

DECLARAÇÃO

31 jan

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Coisa boa de ouvir:

“Adoro o cheiro da tua boca
A carne dos teus lábios
( … )
Adoro o que você mastiga
Quando me engole”

[Paulinho Moska]

E você, já ouviu ou disse alguma coisa gostosa hoje?

À BEIRA DA PISCINA

27 jan

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Voulez-vous coucher avec moi ce soir?

Era o que seus olhos pareciam dizer quando a encarou em meio à imensidão do deck vazio. A lua quase sumia por trás das folhas dançantes, e ela na escuridão da noite.

Festa acabando, outra começando.
Bastou um roçar de lábios… as mãos subiram pelo pescoço e agarraram os cabelos, as línguas enroscaram-se, ávidas, os corpos grudaram-se completamente magnetizados.

Da mesa para a piscina. A água fria criou milhares de vulcõezinhos sobre sua pele, ela gemeu manhosa enroscando-se a ele, enquanto aquela mão invasora descia dos seios arrepiados para outros lugares mais quentes.

Tesão, fome, desvarios… olho no olho… pausa… Ele a puxa para fora da piscina, quer vê-la brilhar diante da luz da lua. O chão molhado, escorregadio; a pele arrepiada, convidativa.

Caem sobre o chão, seu corpo comprime o dela numa selvagem massagem, as mãos grosseiras arrepiam a pele de suas coxas morenas e sobem pela curva da anca. Bocas misturadas num beijo chupado, gemidos, mordidas leves, arrepios, provocações, sussurros picantes que culminam numa urgente invasão, deliciosamente lasciva.

…Ele desce entre suas pernas, que se abrem entre espasmos para recebê-lo, inteiro, rijo, quente e viril.


[ Se quiser mais, hoje tem texto meu AQUI ]

OUT OF ORDER

4 nov

Amados leitores, desculpem… O erotismo desta mulher urbana está em revisão. Problemas operacionais deixarão este blog inativo por algum tempo.

quebrou

Volto em breve!
Um “xêro” em cada um que aqui passar.

imagem: DAQUI

IRRESISTÍVEL

21 out

Era como andar às cegas num pântano, ou quem sabe, equilibrar-se precariamente numa corda bamba. Incrível como reencontrá-la, encarar aqueles olhos oblíquos, inescrutáveis, admirar aquele sorriso velado, falsamente ingênuo, lhe causava uma desconfortável inquietude.
Um frio percorreu sua espinha e ele sentiu medo, ao mesmo tempo, uma insana e diabólica atração o impedia de recuar, e ele se perguntou: porque nos tornamos, assim, por vezes, vítimas de nós mesmos?

Paralisou como se o tempo e seus sentidos houvessem sido tragados por um vácuo.

Segundos após, atônito, percebia suas mãos descendo febris e deslizando por aquele corpo, como um caçador que aventura-se por uma mata escura e conhecida, mas não menos perigosa e repleta de armadilhas.

Assim lançou-se sobre ela, como escravo de um sortilégio, cego, faminto e voraz.
E ela o recebeu, doce, úmida e ardente.
E aplacou todas as suas angústias.
E saciou todas as suas fomes.