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CONFISSÕES DE ADOLESCENTE

5 mai

Aulas podem ser algo chato, mas estas com certeza não eram nem um pouco.

Lucas era uma tentação de professor de aulas particulares. O que tinha de lindo, também tinha de arrogante, eu sentia um misto de antipatia e tesão por ele, algo desconfortável e ao mesmo tempo excitante. Sentávamos lado a lado diante do monitor e aquelas duas horas eram um verdadeiro exercício de resistência, afinal meu namorado na época era um cara que declarava abertamente que pulava a cerca de vez em quando, mas só como exercício de masculinidade, já que me reservava todo seu amor, afeição e carinho. Este papo, no entanto, não me convencia completamente e eu me corroía em dúvidas e ciúmes.

Vivendo este dilema e encontrando diariamente com aquela tentação de olhos de esmeralda, acabei caindo verdadeiramente em tentação. Lucas estava me dando o maior mole, essa era a verdade. Enquanto segurava o mouse para me mostrar o funcionamento do programa, roçava descaradamente o braço no meu e aquilo me deixava doida de tesão, me fazendo imaginar delícias entre eu e ele. O cara era lindo demais, 11 entre 10 colegas da faculdade queriam passar pelo que eu estava passando. Ele era a cara do Ben Affleck, ou seja, era muita areia para a minha caçambinha, mas não me intimidei diante daquele deserto ardente e me joguei sobre suas areias escaldantes (risos). Durante as aulas nada acontecia além daquelas roçadas de braços e umas trocas de olhares carregadas de segundas intenções.

Aquele jeito arrogante me dava mais tesão e nós vivíamos às turras, algo deliciosamente excitante. Adoro homens de personalidade forte, confiantes, e ele era um deles. O curso chegou ao fim e nada aconteceu, me segurava por causa do meu namorado. Mas toda resistência tem limite e  finalmente numa festa de aniversário, já exausta de tanto controle, resolvi dar o bote, mas na verdade, fazendo com que toda conquista parecesse mérito dele. Já sabendo que ele iria à festa, fui sem carro para pegar sua carona. Lógico, que na festa pintaram discussões entre nós, mas isto só serviu para apimentar mais meu desejo. Na hora que ele resolveu ir embora,  perguntei se me daria uma carona.

E assim fomos nós dois sozinhos naquele carro, a princípio falávamos do curso e num determinado momento a conversa adquiriu um tom pessoal, então achei o terreno fértil de que precisava para seduzi-lo. Paramos o carro num lugar onde tínhamos uma vista maravilhosa do céu e do mar, meio deserto e apenas iluminado pela lua. Eu estava aparentemente frágil diante dele, já trocávams confidências e ele havia se transformado na mais doce das criaturas, me ouvindo e acalentando. A conversa tão íntima descambou facilmente para beijos e carícias inocentes e em pouco tempo tivemos que fechar os vidros do carro já que a inocência havia sido perdida. O carro era muito pequeno e apertado para tanto malabarismo, mas nós dois não nos preocupávamos com isto, a nós  parecia uma enorme e deliciosa cama onde apreciamos um banquete completo saciando a fome de nossos corpos numa verdadeira festa de mãos, línguas e bocas.
Lucas tinha um gosto bom, um jeito sacana, um pau gostoso e lindo. Fizemos de todas as formas, mas nem por isto ficamos saciados, muito pelo contrário, viciados durante muito tempo.

CAMUFLADO

7 abr

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Fervia a festa e o desejo em nós ainda camuflado tentava esgueirar-se e libertar-se do domínio daquele longo silêncio. Um olho curioso não muito longe, fazia de tudo para projetar seu brilho cada vez mais perto. Em mim queria se perder e procurava a mesma curiosidade nos meus que tudo viam e nada denunciavam.

O desejo, como erva daninha que cresce sem pedir licença, vai tomando tudo de maneira invasora que incomodava e ao mesmo tempo tinha um quê de beleza, tinha sim… A admiração explícita naqueles olhos oblíquos que espreitavam no silêncio tinham o dom de fazer-me parecer nua, percorriam meu corpo como se queimassem a pele, cada centímetro ia sendo devorado pelo fogo, como numa queimada floresta adentro, fora de controle, e eu imaginava o que os dedos, as mãos, os olhos, a pele na pele fariam quando ultrapassassem o tênue limite da imaginação. Desejo feito pólvora. Explosão.

Disfarces e máscaras sendo dispensadas à medida que as doses de vodka, sem controle, iam sendo deglutidas. Você falava. Minunciosamente lhe dissecava, sem ouvir sua voz, imaginava o gosto da sua boca. Gesticulando, você desenhava coisas no ar, enquanto eu criava a sensação do seu toque pesado e quente entre as minhas pernas. Doida de desejo que pulsa, parece gritar e precipita-se sem controle algum, fui extraindo o seu aos poucos até fazê-lo levar-me dali.

Primeira vez.
No seu olho, pousada estava, uma vontade louca de calar minha boca com a sua. Cobiça. Olho parado no meu, arregalado. Língua que lambe a minha de leve, quase tortura. Quase em minha bunda, sua mão é rude, grande, pesada, áspera. Molho. Me enrosco e feito sambambaia trepo em você. Minha cabeça roda, a pastilha rosa na parede do box toca minha boca enquanto seu corpo cobre o meu e me empurra. Corpos que brilham, deslizam, derretem, misturam-se e exalam um cheiro indecente.
Sexo, enfim… Vontade de parar o tempo.

DESCANSO

23 jan

Huummm, ando tão cansada…

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…acho que preciso sentar, urgentemente.

(foto: DAQUI )

MARGINAL

19 jan

ligados

Geralmente às sextas-feiras prolongavam o encontro além da troca furtiva de olhares.
Ele demorava a ir embora, era a senha.
Ela demorava-se também.
Pedia carona, outra senha.

No caminho, tomava a direção, mais uma senha, a da mais pura safadeza que se instalaria bem ali sobre o banco do carro. Vagavam embriagados de tesão, infringindo as leis do bom senso (mas, para que bom senso?), literalmente a caminho da felicidade.
Ela: sem pudores.
Sem calças: Ele.

Boca e falo… Leite, mel e delícias.
Noite de delírios, de uma louca atração, de um gozo enlouquecedor e diabólico que os fazia vítimas indefesas de si mesmos, de uma paixão negada e d’um tesão consentido.

SOCORRO!!

4 out

Fui assaltada… faz uns dias, mas só hoje faço a ocorrência.
Estou bem.

A vítima (ops, ladrão) foi devidamente dominada e detida. 

( foto surrupiada DAQUI )

A FALTA QUE ELA TE FAZ

9 set

A noite caiu  pesada e  para acompanhá-lo  Théo tinha apenas cigarros e a última dose de whisky chegando ao fim. Tomado de uma saudade de tudo que havia passado, sentida nas minúncias de cada lembrança, entre as horas que escorriam inexoravelmente pelas paredes daquele quarto frio. Seus olhos esquadrinhavam cada centímetro daquele lugar, numa busca dolorosa e vã.

Silvia havia partido sem que ele pudesse evitar e ao seu lado sobre a cama, ainda seu cheiro impregnava os lençóis, suas roupas, suas mãos e seu corpo, numa invasão não permitida. Sobre os travesseiros vislumbrava claramente seus cabelos em desalinho e seus olhos, que surgiam por entre o brilho castanho dos fios, devorando os dele, que fechavam-se momentaneamente para saborear melhor aquela visão.

Silvia estava nua sobre a cama, seu corpo moreno e quente, a boca entreaberta, mamilos eriçados, pernas dobradas e cruzadas deixando entrever os lábios gulosos daquela xota apertados um contra o outro… uma visão convidativa. De repente ele se vê sobre ela, seus olhos, mãos e bocas misturando-se.

Théo sente o pau crescendo entre as mãos que começam a deslizar avidamente, comandadas por um desejo incontido.

Ela senta-se sobre ele, encaixa-se e murmura provocações, rebola sobre sua pélvis que arde e pulsa, enquanto ele sente aquele corpo suave e aveludado entre seus dedos. Vai apertando-lhe os seios, deslizando as mãos da cintura até a bunda, como se comandasse o movimento daquele quadril que ondula, subindo e descendo sobre seu pau.

Suas mãos continuam, envolvem e pressionam mais e mais o pau que lateja e deseja apenas ela.

Silvia deita-se sobre ele, lambe sua boca enquanto desliza e vai encostando-se ao lado dele. Agora morde seus ombros, roçando levemente aquela bunda macia, quase fria, enquanto ela se encosta, esfregando-se mais, mais, mais… Cada vez mais duro, aperta Silvia contra si e vai beliscando seus mamilos, mordendo-lhe as costas, enquanto descontroladamente vai invadindo aquela bunda que acolhe seu pau num misto de calor e pressão fortíssimos. Ela geme quase chorando e aquele som o deixa mais louco e faminto.

Suas mãos adquirem um ritmo mais vigoroso e rápido, Théo é tomado por ondas de prazer, como o prenúncio da erupção. Enche as mãos de saliva e punheta suavemente apenas a cabecinha, imaginando a boca de Silvia onde elas se encontram agora.

Seu corpo desliza sobre o dela, adquire seu ritmo, ela volta o rosto para ele, seus olhos assim semi-cerrados, na mais louca expressão de tesão o deixam ainda mais tarado. Silvia se agita, contorcendo-se e ondulando seu corpo num ritmo alucinante, engolindo e apertando o pau entre as nádegas. O ritmo aumenta, tudo ferve, arde e num segundo eles explodem entre espasmos e gemidos, numa louca e furiosa fusão.

Théo, completamente ofegante, abre os olhos lentamente, vê o copo vazio e o travesseiro intocado ao seu lado, seu corpo ferve e em suas mãos úmidas e trêmulas ainda resistem saudade e impossibilidade.

( foto: Ricardo Giordano )

PERIGOSA

24 ago

Cuidado!!  Eu mordo.

Mas…

( foto: DAQUI )

OPEN YOUR MIND

16 jul

A festa estava chata, muita mulher, homens heteros muito poucos, quando de repente…
Pisco os olhos, esfregando prá ver melhor através da porta entreaberta, passando pelo corredor ao sair do banheiro, vejo os dois.

Prá que ficar com raiva? Não são prato prá nós, mulheres. Deixa os dois lá, fazendo o que gostam. Aliás uma provocação deliciosa essa cena: o tesão, a libido, a mistura de testosterona, a tara dos iguais…

É excitante sim; é só abrir a mente… gênero é uma coisa, opção sexual é outra.
Seja feliz e deixe ser. Cada um na sua.

ATOLADOS

3 jul

O sol era escaldante, o condomínio praticamente deserto, ainda em construção, era uma verdadeira confusão, poeira para todos os lados, ruas iguais, algumas casas em construção e eles perdidos, sem rumo. De repente caem num areial e o carro atola. Tentativas e mais tentativas de tirá-lo dali e… nada.

Mara vestia um biquini e uma saída de praia curtinha, estava agachada, bumbum prá cima tentando por algo embaixo do pneu, de repente uma sensação quente e firme chega-lhe por trás, de canto de olho ela percebe Léo com a cara mais safada do mundo, já puxando-a para um local mais apropriado. Colocou-a de quatro apoiando-se sobre o capô do carro e começou a morder seus ombros. Mara empina o bumbum e olhando-o de soslaio, rebola mansamente como se dissesse “vem, me come… aqui, agora“. Aquilo atiçou mais ainda a fome que já consumia Léo.

Totalmente duro, pau pulsando sob a sunga, alisa a bunda de Mara para em seguida dar-lhe dois tapinhas sapecados. Aproxima-se, roçando em sua bunda, amassando seus seios com fúria e mordendo seus ombros. Ela geme, se contorce empinando mais ainda aquele bumbum delicioso.

- sua vadia – ele fala, enquanto puxa o biquíni pro lado, roçando a cabeça do pau no reguinho macio das suas nádegas.

Começam assim, um amasso por trás, tão quente quanto o capô do carro debaixo daquele sol. Pouco depois vira-se para ele, deitada sobre o capô, pernas abertas, sorriso safado, dedos abrindo a xaninha. Aquela visão deixa Léo salivando, o jeito foi cair de boca naquela xota ensopada. Quando não aguenta mais de tesão, cai sobre ela, sedento, descontrolado e louco de tara… Um calor intenso, corpos ardendo sobre o outro e sobre o carro, encaixados, suados, arfantes, e misturado a tudo isto a excitante sensação do perigo de serem descobertos ali em plena rua.

TENTAÇÃO

2 jun

[ Gente, convidei  Ricardo Rayol  para escrevermos em parceria, e modéstia à parte, o resultado ficou muito interessante. Esta dupla promete, não deixem de ler! ]

- Padre, quero me confessar.

Ela chegou contrita, olhos presos ao chão, vestido preto combinando com o véu. A igreja envolta pela penumbra, depois da missa, era o mais completo silêncio, cheiro de flores e velas no ar e o padre que arrumava a sacristia pediu que ela se dirigisse ao confessinário.

Rosinha era uma bela mulher, ainda desconhecida na cidade, fazia pouco tempo que havia se mudado, viúva, vivia sozinha numa casa à beira do rio num bairro distante do centro, às vezes vinha à igreja, mas o certo mesmo era encontrá-la todos os sábados na feira livre onde vendia suas cerâmicas. Padre Bento conheceu-a por lá quando encantou-se por uma imagem de Santa Rita que ela esculpiu com perfeição, ele a comprou neste mesmo dia, assim conheceram-se e Rosinha ficou intrigada com aquele semblante de santo que nada combinava com o sex appeal que emanava da sua presença forte. Falava com a mais absoluta calma, tinha gestos precisos, mãos grandes e de formas que chamaram sua atenção. Aquelas mãos permaneceram de tal forma em sua lembrança que ela quis esculpi-las, tocá-las, ser tocada por elas.
Depois daquele dia nunca mais se viram, o remédio para a fixação naquela lembranças das mãos que levaram a santa era ir à missa.

Depois da missa ela resolveu confessar-se, só assim poderia tê-lo mais perto. Padre Bento entrou no confessionário e Rosinha ajoelhou-se no genuflexório.

- Padre, vivo no pecado, é mais forte que toda minha parca resistência de mulher sozinha. Conheci um homem casado que me seduz demais, não só fisicamente, ele é muito bonito, muito sério, um olhar incerto, intransponível.  Foi numa noite de muita bebedeira que o conheci, ele colou em mim, coisa mais que provável pelo jeito com que me devorava com os olhos. Disse-me que nutria um tesão dos diabos pela minha pessoa, ficamos juntos na festa e bebemos demais, quando nos demos conta estávamos agarrados dentro do seu carro. Juro que antes disto tudo tentei resistir padre, no que fui totalmente vencida pelos seus beijos. Beijo bom ele tinha Padre, safado, sabe? Daqueles que querem comer ali, na hora. Que Deus me perdoe, mas a carne é fraca, principalmente a de uma mulher sozinha como eu – falou enquanto se benzia.

Padre Bento tentava ouvir sem envolver-se na narrativa. Tentativa vã, as palavras de Rosinha pareciam ter o poder de encaminhá-lo numa direção contrária e perigosa. O confessionário minúsculo ardia enquanto ele passava constantemente o lenço sobre a testa.

- Não suportei Padre, pedi a ele para me levar dali. Fomos para uma casa fora da cidade, foi uma noite louca, eu me desconhecia e muitas vezes me lembrava do finado pedindo desculpas pelo meu péssimo comportamento. Sexo sobre a pia da cozinha, na cama, no chão, grudados na parede, embaixo do chuveiro. Eu imaginava que ia ser bom Padre, mas não imaginava o quanto. É assim, quando bato os olhos num homem, sei se ele vai ser bom na cama, sei se vamos ou não parar entre os lençóis… nunca me engano – falando enquanto afastava o véu e o encarava.

Padre Bento suspirou, em silêncio. A imagem de Rosinha, debaixo do chuveiro com outro homem, era perturbadora. Pela trama que separava os dois ele percebia o calor que emanava daqueles olhos, daquela boca perfeita. Sentia o cheiro de cio que impregnava aquele corpo. Aquilo estava excitando-o. Ela continuou…

- Acabei não resistindo, naquela noite dei muito, dei demais. Impressionante, mas ele conseguia ensopar minha calcinha só de me olhar Padre, aqueles olhos me encharcavam totalmente. Foi daquelas noites que não se lembra de tudo depois, fica uma mistura embaralhada na cabeça de beijos, chupadas, metidas e gozos intermináveis; o gosto daquilo que me faltava fazia muito tempo. Foi assim que descobri que ele é viciado num boquete. Não me fiz de rogada já me desconhecendo, pois não costumo fazer destas coisas num estranho, dei a ele o que queria Padre, e o safado ria de orelha a orelha, a encarnação da felicidade, fechando os olhos delirando de prazer cada vez que minha língua deslizava, abocanhando, chupando de leve a cabecinha e no fim engolindo o pau inteiro – Rosinha deslizou a língua sobre os lábios ao terminar de falar.

O padre lembrou-se dos tempos de garoto do interior, antes do seminário. Quando começava a descobrir o mundo. Observando os animais e não entendo bem o que acontecia. Até que um dia de domingo, voltando da missa matinal, cheio de fogo e com as palavras da danação eterna ecoando pelos ouvidos, entrou na cocheira do sítio onde morava. Uma surpresa o aguardava. Sua tia, Berenice, pouco mais velha do que ele, nua, masturbava o pau de um garanhão. Um gigantesco pau. Mas não só o punhetava, também lambia ávida a cabeça daquele caralho animalesco. Mal cabia em sua boca, mas ela insistia, bravamente. Foi quando ela o percebeu. Ele ficou assustado, mas ela tranquilizou-o com um olhar brejeiro e safado. Chamando-o, pegou sua mão e esfregou em sua xoxota melada de tesão. Bento suava. Ainda sob controle de sua tia, tirou suas calças dominicais, baixou a cueca e um pau duríssimo saltou. Antes de chupá-lo, Berenice levou sua mão ao pau do cavalo. Enquanto ela mamava seu cacete, foi obrigado a punhetar aquele caralho. Que chupada! A boca de Berenice era muito melhor que o cu das galinhas onde costumava se aliviar. O senso de oportunidade da tia era tremendo. Ao mesmo tempo que Bento esporrava naquela boca o garanhão gozou. Berenice sorveu os dois caldos com uma cara de satisfação que Bento não podia acreditar. Foi a única vez que foi chupado. E ainda sentia a sensação do contato da boca em seu pau e de sua mão no cavalo. Despertou das lembranças quando ouviu Rosinha continuar implacavelmente, sem dó nem piedade, sua picante confissão.

- Depois disso ele me colocou de quatro e voltou a me comer com gosto, com um tesão descontrolado, desarrumando a cama, me amassando contra os lençóis, mordia meu pescoço, enquanto roçava o pau duro em minha bunda, depois meteu com vontade, com força seu padre, naquele lugar proibido – falou e se benzeu – num tesão de matar … Nossa Padre, com licença das más palavras, mas isso é passagem certa pro inferno, fiquei enlouquecida e gozei quase aos gritos. No outro dia acordei com as lembranças ainda adormecidas e aos poucos fui sentido um leve ardor que me tomava o corpo todo, de puro gosto e de saudade – se benzendo enquanto terminava de falar.

Padre Bento, agora completamente rijo, levantou-se. Rosinha, abismada, percebeu o tamanho da vara daquele santo homem, que com um olhar esgazeado, disse:

- Dona Rosinha, isso não se faz. Reze 600 ave-marias e 400 pai-nossos, ajoelhada em frente ao altar aqui de nossa igreja.

Dito isso, retirou-se deixando Rosinha atônita. Disfarçando a ereção, padre Bento dirigiu-se à sacristia. Lá aliviou-se, ajoelhado no milho e rezando o terço.

(imagem: desconheço a autoria)