Ana – Confraria Voyeur

Cheguei ao Confraria Voyeur por puro acaso, coloquei em meus feeds e apaixonei. Aliás, sou assim com autores eróticos, apaixono ou não.

A maneira como o Voyeur escreve me enche de tesão, e um tesão cúmplice, sabe… Naquele ambiente simples, quase nu, onde letras seduzem mentes e acendem corpos, eu me aqueço.

Quando entro no blog, quando leio seus textos, sou especial, sou um membro da confraria, sem falo, e  calo, me delicio, tão voyeur como qualquer outro.

Segue um de seus textos, espero que gostem. Para ler completo, basta clicar no link ao fim do texto.

Red Head by Katie Tegtmeyer, no Flickr

Ana

Ana. Assim tão simples, sem mais e nem menos só Ana. E Ana ruborizava. Por Ana ruborizar prestei atenção nela, pois algo tão simples quanto Ana passaria desapercebido. Nada demais, assim moça nem alta nem baixa, não tão formosa, só normal. Não saltava às vistas. Mas Ana ruborizou quando um dia a notei com os olhos em mim com ar sonhador.

Tão tímida. Tão silenciosa era difícil notar sua presença. Ana fazia parte dos sons e atividades da casa. Funcionava como o dia, imperceptível até o momento em que falta e a louça acumula, as roupas não são lavadas, os móveis ficam impregnados de poeira.

Em meio a uma discussão ouvi a frase fatídica. ” Ultimamente você não é bom nem para me comer.” entre gritos e xingamentos. Em choque, não compreendi a fala. E todos os anos achando que tudo ia bem nesse quesito? E o termo, “me comer”, sempre a tratei com todo o respeito, evitando termos chulos, não era vocabulário para tratar a própria esposa. Hoje ela me diz “Não é bom nem para me comer…”. Não consegui responder, o sangue ferveu, o sangue fugiu e quando ela saiu batendo a porta atrás de si dei graças por estar longe pois a reação instintiva que seria esbofeteá-la. Foi quando notei que Ana estava na sala, quando percebi que era uma presença e que havia ouvido tudo, inclusive que não era homem suficiente para Marcia. E Ana estava ruborizada. De repente me dei conta de que ela tinha cor. Vermelho. E tudo nela era vermelho, os cabelos eram vermelhos, o vestido era vermelho, os olhos estavam vermelhos e as maçãs do rosto vermelhas. Ana ruborizava. Ela saiu correndo da sala e da cozinha vinha o som das panelas batendo. Algo novo aconteceu e o ocorrido em si perdeu as proporções. (…)

Leia o texto completo no Confraria Voyeur

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About Beattrice

Em outubro de 2003 nascia Beattrice, a ID literaticamente erótica da moça que escreve, mas somente em maio de 2004, nascia a escritora de contos eróticos. Onde começa a fantasia e termina a realidade – ou vice versa – ninguém soube, sabe, ou saberá, mas… Quem se importa?!

4 Responses to “Ana – Confraria Voyeur”

  1. Gostei.
    me senti espectadora.

  2. “Por Ana ruborizar prestei atenção nela, pois algo tão simples quanto Ana passaria desapercebido.”
    Existem certas coisas numa mulher que me chamam muito a atenção, certos detalhes simples, que parecem colocados por Deus! Um desses é beleza escondida num rosto tímido ficando vermelho.
    É delicioso de se ver, principalmente qdo somos o motivo da timidez.

    Abraços!