Sapatomaníacas

É fato, somos apaixonadas por sapatos. Eu por exemplo, tenho paixão por botas, nenhuma bota é demais, mesmo eu vivendo no Rio de Janeiro, onde mesmo no inverno temos dias de 34°. Os blogs acima só mostram uma tendência mundial onde apaixonados por sapatos falam para outros apaixonados interessados.

Recentemente foi feita uma pesquisa na Inglaterra (tinha que ser lá… rs), onde chegaram a um dado: em média nós, mulheres, temos aproximadamente 20 pares de sapatos, sendo que 11 deles ficam guardados, quase sem uso, apenas à espera de um evento ou ocasião importante. Ou seja, quase não usamos. Para grande tristeza dos restifistas* de plantão…

Conscientemente, ou não, a grande verdade é que (mesmo sabendo que mulheres não são fetichistas) não dá pra negar tanta paixão. Seja para matar a amiga de inveja ou pra matar nosso podo-apaixonado de tesão, não vivemos sem uma novidade! Quem se importa quantas vezes irá usá-lo ou não?!

Restifismo*

O fetiche chamado restifismo (ou retifismo, como vi em vários sites nacionais) origina-se da obra (e da vida) do escritor francês Nicolas Edme Restif de La Bretonne, ou simplesmente Restif de La Bretonne.

Nascido em 1734 e autor de obras eróticas (autor do livro Le pied de Fanchette, publicado em 1769) de alto teor sexual (tal qual seu contemporâneo e inimigo Marquês de Sade), seu estilo era muito mais detalhado e obsessivo. Era um verdadeiro pintor da sociedade do seu tempo, a França pré-revolução, e suas mulheres tinham pés pequenos e bem detalhados.

O restifismo vem a ser a excitação masculina ao observar mulheres calçadas, calçando ou descalçando sapatos. Há a necessicade de observar, tocar, beijar, lamber as solas do calçado. A paixão não é pelo pé descalço, mas pelo calçado no pé ou longe dele. Alguns restifistas chegam ao ponto de ter prazer em eles próprios calçarem estes sapatos.

Há quem acredite que a associação que se faz ao calçado e o pé, tem uma certa identificação com a genitália feminina. O sapato recebe o pé, como a vagina o falo. Como se simbolizasse o coito.

Fonte: A Vida Secreta

 

About Beattrice

Em outubro de 2003 nascia Beattrice, a ID literaticamente erótica da moça que escreve, mas somente em maio de 2004, nascia a escritora de contos eróticos. Onde começa a fantasia e termina a realidade – ou vice versa – ninguém soube, sabe, ou saberá, mas… Quem se importa?!
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